Sinopse
Após 25 anos, a modernidade – esse período da arte e da cultura ocidental iniciado em meados do século XIX – chega a seu fim aos olhos dos historiadores de arte.
Nesse cenário, o cinema não só explorou suas ligações e filiações, como se declarou a arte moderna por excelência. Se efetivamente esse é o caso, como ele foi afetado pelo fim dos ideais modernos?
A hipótese formulada aqui é a de que o cinema foi, em diversos níveis mas de modo constante, atravessado por questões e valores da modernidade – como a consciência histórica, a relatividade do gosto, o papel "especulativo" atribuído à arte etc. –, às quais respondeu de modo defasado, sem relação com as artes tradicionais.
Paradoxalmente, é essa defasagem – sintoma de sua eterna condição de arte inventada, de arte do pobre, de arte industrial – que lhe permite hoje não apenas sobreviver (bem melhor do que a pintura, por exemplo), como ainda vislumbrar no horizonte a possibilidade de uma "segunda modernidade".
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